Tá na Rua

/A moda desfila na passarela urbana

Livre, leve e solto o plissado faz moda

Clássico e atemporal, o plissado invade passarelas e ruas quebrando regras e tabus
| Por: Da Redação

Sensual, delicado, feminino, romântico e retrô. O plissado está de volta e invade passarelas, vitrines e as ruas. Diverso, deixou de ser exclusivo dos tecidos fluidos como as sedas, organzas e chiffons para fazer "dobraduras" em malhas, algodão e couro. A textura de preguinhas largas ou bem unidas não está restrita a vestidos de festa e cria a partir de saias de comprimentos múltiplos looks urbanos cheios de sofisticação.

Quem poderia imaginar o plissado saindo do armário com a camiseta mais básica? E com acessórios de um estilo mais despojado ou com jaquetas jeans e de couro?  Leve e flutuante, o plissé - como também é denominado o tecido com preguinhas costuradas ou prensadas - aceita um mix de possibilidades e estilos, quebrando rótulos e tabus no jeito de vestir e se adequar à moda democrática.

Criado em 1909, pelo estilista espanhol Mariano Fortuny, o plissado nunca deixou de ser um clássico. A passagem marcante pelos anos 20 e 50 inspiram a cena da moda até hoje. O espírito artístico de Fortuny colocou na técnica que surgiu dos experimentos com sedas toda a inspiração das vestes greco-romanas. A ideia que originou o vestido Delphos (com um plissé munucioso) buscava uma estrutura que valorizasse as formas femininas e propiciasse liberdade de movimentos.

Desde então é ícone de uma moda atemporal. No cinema eternizou-se no modelo branco que evidenciou o corpo curvilíneo de Marilyn Monroe. Quem não conhece a cena do filme O Pecado Mora ao Lado (1955) onde a loira tem seu vestido levantado pelo sistema de ventilação da plataforma do metrô? Na história, no cinema, nos desfiles e na roupa de gente real que sai às ruas, o plissado apresenta toda a sua leveza, movimento e graça que nunca sai do roteiro da moda.