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O mundo surreal na fotografia de Ruud van Empel

Jardins paradisíacos e personagens retocados digitalmente compõem a estética perturbadora
| Por: Redação

As imagens exibem um mundo paradisíaco habitado - em sua maioria - por crianças e adolescentes personificados na aparente inocência. Esse caráter sempre vulnerável e perturbador está acentuado no olhar de cada personagem pelo retoque de ferramentas tecnológicas. A interferência digital é marca inerente aos retratos do fotógrafo holandês Ruud van Empel (1958), reunidos na exposição "Photowork" que o Het Noordbrabants Museum (Den Bosch, Holanda) exibe até 8 de junho deste ano.

O resultado do seu trabalho já percorreu museus do mundo inteiro. A linguagem particular obedece a uma grande colagem digital de instantâneos capturados por suas lentes e mesclados às imagens existentes em sua biblioteca com milhares de fotos de modelos, roupas vintage, flores, lagos e árvores. O ponto de partida do fotógrafo holandê, Ruud van Empel, são desenhos da cena imaginada feitos a lápis. Depois, no computador, ele compila arquivos e revela a construção exuberante dos jardins de atmosfera surreal e seus frequentadores de contornos sombrios. Os ângulos marcantes e o contraste das cores colaboram para uma estética de sentimento dramático. A moda - na composição detalhada das indumentárias - saltam aos olhos como editoriais de revistas pertencentes a um passado distante 

 

Serviço: Ruud van Empel e Het Noordbrabants Museum