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Cores do império otomano e da terra brasilis

Sem fronteiras, as passarelas do SPFW revelam riquezas do Oriente e do Brasil multicultural
| Por: Da Redação

O território da passarela é plural. Não há fronteiras geográficas e temporais quando a inspiração projeta identidades culturais e rememora épocas permeadas de modos e modas de determinadas civilizações. Na São Paulo Fashion Week, o terceiro dia de desfiles estabeleceu rotas de viagens que começaram pelo exotismo da Turquia para depois desbravar a continentalidade do Brasil em suas belezas naturais e heranças da miscigenação.

Os biquínis e maiôs da marca Água de Coco foram beber das influências da capital turca, Istambul, resgatando imagens do poderio que representou a força do império Otomano entre os séculos 15 e 16. As cores terrosas - com perfume de especiarias - e imagens douradas das mesquitas estampam a coleção. A força do Oriente, com sua opulência desmedida, em nada ofuscou a essência minimalista da marca Uma centrada na cartela de tons de reinado absoluto. Preto, branco e cinza se mantêm intocados e distantes de serem destituídos.       

Nas terras brasileiras, a Bahia emprestou suas referências à estilista Adriana Degreas. Do lugar de todos os credos e santos a marca colheu a influência das negras escravas envoltas na sensualidade e transparência do branco. Os vestidos e saias longas também homenageiam os orixás e o dourado que marca presença na coleção remonta aos altares das igrejas barrocas. O mesmo Brasil do sincretismo religioso abasteceu a moda democrática da Forum com paisagens, costumes e cenários urbanos. O colorido ácido dos frutos tropicais desponta como alternativa refrescante para não deixar o verão passar em branco.