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Camisa de força

Democrática e atemporal, a camisa ocupa o lugar da nova t-shirt do século 21
| Por: Da Redação

Boêmia, sofisticada, básica, clássica e atemporal. Poucas peças de roupa reúnem tantos adjetivos como a camisa. Desde que migrou definitivamente para o armário feminino ela nutre sua força na expressão de elegância e liberdade. Tanto, que escala o posto da "nova t-shirt" do século. Versátil, o certo é que se desvencilhou de rótulos sobre gêneros e se incorpora ao vestuário de homens e mulheres em situações diversas.

A tradição é sua marca.  Nas cortes, vestiu imperadores e nos exércitos, comandantes. Os antigos romanos a usavam como roupa íntima que tinha o nome de "subucula".  Nas ruas, popularizou-se em versões camponesas, sem colarinho e mangas bufantes. A pluralidade da camisa invadiu a arte e literatura, enquadrada nas telas do pintor Caravaggio ou descrita nas insinuantes histórias contidas nas páginas de Decameron, de Giovanni Bocaccio.

Esse enredo atravessou o tempo e chegou ao século passado fazendo fita no cinema. Rita Hayworth, Audrey Hepburn, Marilyn Monroe e Grace Kelly são algumas das celebridades que fizeram da camisa uma peça sofisticada. Também no papel original, apareceu impecável no protagonismo de nomes como Rodolfo Valentino, Marlon Brando e Jonh Wayne.

O toque de feminilidade avançou na história escrita pela moda e rompeu a estética da formalidade dos botões, das golas empertigadas e punhos rígidos. Cortes acinturados, pences propositadamente colocadas para delinear a silhueta e detalhes em recortes, laços e babados redefinem a camisa arrebatada pela mulher. No entanto, a forma simples do modelo masculino continua a guardar o devido espaço como peça vital, sedutora e democrática. Talvez, pelo pé de igualdade embutido no colarinho. 

 

Vídeo - Vista a camisa masculina... De outras formas!