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Inverno de moda tátil e sensorial

A moda para os dias frios de 2012 está marcada pelas texturas, peles e relevos que incitam o tato
| Por: Da Redação

Sobre a pele, mais que roupa que abriga, esconde a nudez e revela uma identidade. Nada trivial. Uma gama de texturas incita ao tato em saliências, camadas de pelos ouriçados, plumas voluptuosas, capas de tecido em efeito cascata que ganham movimento em resposta às ações do corpo que revestem. A moda amplia o alcance dos sentidos. Não se contenta em encher os olhos de quem usa e observa. Provoca, seduz e quase ordena o deslizar suave do toque dos dedos.  

As coleções outono-inverno que instigam o contato parecem propositadas na ideia de apanhar o consumidor, guiando-o pelas mãos para saciá-lo de sensações, sentimentos, laços e memórias afetivas. Impossível resistir às golas e capuzes de pele (sinteticamente corretas), ao veludo molhado de uma peça inteira como um casaco ou à leveza e maciez dos tricôs de lã em pontos maximizados. Materiais que aquecem recordações dos dias frios e remetem - ainda que de forma inconsciente - ao conforto e aconchego.   

Os tecidos e o próprio couro se rendem às dobraduras alinhadas dos plissados. Em saias, vestidos e blusas eles se mantêm inalterados, voltando à originalidade de cada vinco que colabora para um efeito ótico e um ordenamento incansável. Bordados em pedrarias e centenas de canutilhos agrupados compõem desenhos que nutrem a pretensão de serem contornados na ponta dos dedos. As rendas e jacquards integram o jogo sensorial que se mostra na trama dos fios meticulosamente entrelaçados em relevo.  De pronto, um leque de texturas e reentrâncias brinca com o imaginário. A sedução proposta para vestir o inverno que chega incorpora outro sentido e pode ser apreciada de olhos bem fechados. Porque tudo é muito tátil.