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A saia-lápis desenha a silhueta do inverno

O modelo de linhas simples e ajustadas assina a tendência feminina e sedutora para a próxima estação
| Por: Da Redação

As linhas simples, ajustadas e curvilíneas da saia-lápis desenham uma silhueta feminina e sedutora para a temporada. Com força total e uma estética retrô importada dos anos 40 a peça chega avassaladora como tendência no inverno brasileiro, depois de desfilar altiva nas coleções da mesma estação na Europa. Contraria algumas apostas curtíssimas, desdenha das críticas de que é complexa para os corpos mais arredondados, ignora a sobriedade à ela atribuída e não passa apertos no murmurinho que corre a boca miúda sobre elevar a idade que as mulheres teimam em esconder.

O comprimento clássico cobre os joelhos. Da linha da cintura bem marcada até a barra, a saia-lápis esboça e evidencia feminilidade que transborda sedução no andar. Uma modelagem que acompanha cada volume e suscita provocação. A receita da sensualidade é antiga e se completa com o par de escarpins dos mesmos anos 40, de onde ela saiu. Pé ante pé, a mulher praticamente desfila com a passada curta e firme que a abertura da bainha permite. Para adentrar ainda mais no universo sexy, algumas trazem fendas vertiginosas onde as pernas escapam no jogo de movimentos que brincam de revelar e esconder.

Sem estar no corpo ela reúne alguns adjetivos pouco encorajadores: recatada, contida, moderada, sóbria, sisuda... Ajustada aos quadris ganha contornos que recobram uma sinonímia de oposição à adjetivação desmerecedora: sofisticada, elegante, clássica, sexy, poderosa! Na parceria afinada com camisas, tailleur, twin-sets e casaquinhos na altura do cós esta peça abusadamente feminina é imbatível na tradução de uma imagem pronta para qualquer combate.

Na linha do tempo, a saia-lápis foi escrita como modelo que vestiu ícones de sedução devastadora. Marlene Dietrich, Brigitte Bardot, Elizabeth Taylor, Marilyn Monroe, Grace Kelly e Sophia Loren encabeçam o rol das divas que dentro e fora do cinema ousaram no melhor estilo "lady like". Agora, ela reassume com traço firme a proposta de colar na estética de uma mulher contemporânea que mostra que o clássico também pode ser moderno e ter uma assinatura sensual, na ponta do lápis.