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A roupa de baixo está por cima

A roupa íntima feminina ganha destaque na composição do vestuário e está por cima revelando sintonia com um mercado guiado pelas aspirações da mulher moderna
| Por: Da Redação

Para seduzir, conquistar, ousar, revelar...  E, também, para vestir. A definição de "roupa de baixo" - com caráter invisível e despretensioso - parece estar fora de contexto para definir a lingerie. Dentro da sua própria história e do processo evolutivo do traje contemporâneo, as peças feitas para cobrir a intimidade feminina ganharam destaque na composição do vestuário e estão por cima quando o assunto diz respeito à moda. Em novos materiais, cartela de cores e design, calcinhas, sutiãs, corseletes e cintas-liga traduzem funcionalidade em sintonia com as tendências mercadológicas. Incorporando papel de protagonista no jogo da sedução, a lingerie entra em campo para defender, sem nenhum pudor, a posição de item que é sinônimo de erotismo.

No transcorrer do tempo, a roupa íntima andou às escondidas, estabeleceu padrões e rompeu com convenções antes de ganhar status de celebridade em desfiles tão suntuosos quanto os das roupas convencionais das grandes casas de moda. Do sutiã (palavra do francês soutien gorge que significa "sustentador de seios") que existe há quase dois milênios, passando pelo espartilho  com origem estimada no século 16  e chegando à calcinha que já foi similar às ceroulas, muitas idas e vindas da lingerie definiram padrões e desenharam silhuetas que reinventaram costumes e escreveram relatos da imagem feminina.  

 Aspirações vestem a intimidade

Para sorte da mulher contemporânea, a indústria da roupa íntima investe cada vez mais em conforto sem perder de vista a estética que valoriza corpos, curvas e estilos de vida. A Interfilière - feira especializada de Paris que pesquisa e dita tendências do setor - apresentou em julho o conceito da roupa 2012-2013 sob a ótica de pessoas que estão em constantes mudanças traçadas por suas aspirações. Essa percepção traduz a roupa íntima como funcional e sedutora, guiada pelo bem estar que requisita tecnologia em novas fibras, texturas e materiais. Mas não é só isso: apresenta um mercado que já não é dominado por estações ou segmentações; mas, por desejos e realizações de quem compra em sutiãs e calcinhas momentos, alegrias e prazeres.

Para usar e ousar

Dentro dessa perspectiva, as tendências 2012 das novas lingeries destacam cores, padronagens, modelagens e materiais que estruturam coleções em estilo retrô, romântico, casual e esportivo. Também enfatiza as linhas de shape wear, com peças que prometem modelar o corpo feminino com design mais atraente. Um leque de alternativas que casam com situações e momentos diários "seduzindo" consumidoras pela estética calculada que interage com a roupa externa.

A segunda pele da primavera-verão (na versão lingerie)  propõe cores vibrantes, poás e listras para a linha casual. O bloco de cores aparece em peças românticas e ousa em verdes, vermelhos, vinhos e azul royal, abusando da generosidade das rendas, laços, tules e plissados. Nesse estilo, o preto, bege e branco não perdem o posto de clássicos. Já as pin ups do século 21 vestirão o charme das musas dos anos 50 com hot pants, caleçons e sutiãs estruturados. Para a mulher moderna e esportiva, modelos com liberdade de movimentos e fibras "transpiráveis", permitindo que o conforto marque pontos em dose extra.  Tantas possibilidades fazem surgir - em um piscar de olhos - perfis de mulheres que revelam-se na simples troca da roupa que já não é tão íntima assim.

 

História

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