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O topete sobe à cabeça

O penteado ícone dos anos 50 volta à cena e resgata o estilo rockabilly
| Por: Raquel Medeiros

Dourados anos 50... A década dos importantes reflexos científicos e tecnológicos é a mesma das mudanças substanciais de comportamento. A metamorfose tem compasso marcado nos acordes do rock and roll que surge nos Estados Unidos afinando o resultado da salada mista de gêneros como blues, country e gospel. O som estridente das guitarras projeta ícones como Elvis Presley e propaga - através da mídia que se desenvolve na época - influências na linguagem, atitudes e moda. Mais que roupas ousadas pelo brilho do couro e das tachinhas, o estilo emoldura o rosto da juventude com o topete armado pelo excesso de laca. O mesmo volume no cabelo que agora assina o visual retrô - também chamado de rockabilly (junção do rock com o estilo hillbilly da área rural) sobe à cabeça das celebridades e meros mortais.   

Quanto mais estrutura, mais autêntico e fiel ao passado. O jogo de proporções dos fios define o penteado alto no topo, equilibrado pelas laterais contidas. No entanto, a nova versão democratiza um desalinho despretensioso armado com pasta de modelar ou gel.  As referências de ícones masculinos e femininos da música, cinema - e também da moda de décadas passadas - deixam os arquivos para inspirar novos personagens do século 21.  A retrospectiva tem protagonistas como Katherine Hepburn, Lauren Bacall, James Dean e John Travolta. Na atualidade o cantor porto-riquenho Bruno Mars, o grupo "rockabilly" The Baseballs, a cantora americana Lana del Rey e as tops Karolina Kurkova e Anja Rubik reinterpretam o cabelo armado com muita personalidade. Nos palcos e passarelas fixam o retorno da tendência que vem dos tempos da brilhantina.

VÍDEO: o rock "topetudo" do grupo The Baseballs