Costurando Idéias

/A cultura de moda alinhavada com história, sustentabilidade e comportamento

Todos numa direção, uma só voz, uma canção

O Rock in Rio retorna à terra natal e promete fazer história em sete dias de shows memoráveis
| Por: Da Redação

Guitarras afinadas e baterias a postos: contagem regressiva para o Rock in Rio. Nesta sexta (23), o Rio de Janeiro, cidade do sol, do mar e do samba será também do rock, da irreverência, da alegria e do espírito de liberdade embalado pela música. Cidade da moda? Também, porque essa mistura - documentada ao longo do tempo - sempre rendeu boas composições de estilos.  

A moda será um espetáculo à parte, onde o velho jeans e a camiseta baterão qualquer outro tipo de indumentária. Claro que essa dupla tem pano pra mangas em matéria de versatilidade, desdobrando-se em possibilidades infinitas e parecendo única, sem cara de uniforme. Mas, o desfile será da música e ao invés de passarelas, palco. Durante sete dias ( 23, 24, 25, 29 e 30 de setembro e 1° e 2 de outubro) a Cidade do Rock abrigará bandas nacionais e internacionais numa celebração que promete reunir pessoas de todas as partes do mundo. "Todos numa direção, uma só voz, uma canção..." como dizia a letra do tema musical  do primeiro festival, cantado há 26 anos pelo grupo Roupa Nova.

Rock como hino e bandeira como moda

O acontecimento que retorna à capital carioca 10 anos depois de realizações fora do Brasil promete arrepiar em shows memoráveis e repetir emoções que aquecem corações e mentes de quem viveu a experiência da primeira edição, em 1985. Naqueles dias, o país saboreava a retomada da redemocratização com a primeira eleição à presidência (indireta) após o golpe militar, elegendo Tancredo Neves. Quem esteve lá ou acompanhou pela telinha da TV soltou o grito com o Barão Vermelho - na voz de Cazuza e guitarra de Frejat - com a música "Pro dia nascer feliz" que ecoou como hino de esperança de um novo tempo.

Neste cenário a moda que marcou presença foi a do verde-amarelo. Em realidade, a própria bandeira posou de lenço nos ombros, de camisa nos peitos nus, de turbante nas cabeças e canga nas cinturas. Ela saiu das gavetas e do armário para perder o mofo, o medo, o cheiro de guardado, agitando-se como símbolo de tendência democrática que revesteria o país com outros ares a partir de então.  

Bis: emoção à flor da pele

Quem apostou na luta para conseguir ingressos do Rock in Rio 2011, esgotados no terceiro dia de vendas, quer ver algo similar a um bis de edições marcadas pelo sucesso, como a de 1985. Um público aproximado de 1,5 milhão de pessoas viu passar pelo palco principal cantores e bandas nacionais do porte de Gilberto Gil, Ivan Lins, Kid Abelha, Lulu Santos, Moraes Moreira, Ney Matogrosso, Paralamas do Sucesso e Rita Lee. Os internacionais All Jarreau, George Benson, Iron Maiden, James Taylor, Nina Hagen, Ozzy Osbourne, Queen, Rod Stewart e Scorpions também soltaram a voz conquistando espectadores num misto de rock pauleira e baladas românticas.

Nas 90 horas de música que agitaram o maior festival de rock de todos os tempos, alguns minutos de consagração ficaram registrados na história. Como o da banda inglesa Queen, onde o vocalista Fred Mercury cantou e regeu o público de 250 mil pessoas em uníssono na execução do clássico "Love of my life".  

Neste ano, no palco Mundo, nomes a exemplo de Paralamas do Sucesso no show de abertura, seguido por apresentações de Elton John, Rihanna, katy Perry, Claudia Leite,  Lenny Kravitz, Ivete Sangalo, Jota Quest, Red Hot Chili Peppers, Guns N' Roses, Skank, Frejat e Shakira entre outros tantos, terão a missão de fazer de suas exibições momentos únicos. Algo para ser recordado adiante com a nostalgia e o desejo de que o mundo não pare mais de cantar, de sonhar, de viver...