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Algodão Colorido e Renda Renascença paraibanos recebem certificação em Seminário Internacional

| Por: Redação
Renda Renascença do Cariri paraibano (Foto: reprodução)

O valor é patrimonial. Na trama da Renda Renascença e na fibra do Algodão Colorido estão contidas referências culturais, históricas, territoriais, ancestrais. Os produtos paraibanos têm a qualidade e identidade próprias da região do Cariri e pelas características que os tornam genuínos receberão a certificação de Indicação Geográfica concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). A entrega solene do certificado à Conarenda (Renda Renascença) e à Coopnatural (Algodão Colorido) acontece nesta quinta-feira (24.09), em João Pessoa, durante a abertura do II Seminário Internacional de Indicação Geográfica e Marcas Coletivas com foco no Artesanato. O evento é uma realização do Sebrae, em parceria com o INPI e a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

A certificação da Renda Renascença e do Algodão Colorido paraibanos torna-se ainda mais relevante dentro de um universo restrito nacionalmente. Dos 41 produtos brasileiros com registro de Indicação Geográfica, apenas sete tem foco no artesanato e deste total, dois são originários da Paraíba. "O selo designa a qualidade do produto fabricado em determinado lugar. Além disso, valoriza a história, a cultura e as tradições do saber fazer local. São fatores que são associados à imagem do produto e agregam valor, abrem novos mercados, ampliam a renda, o emprego e a autoestima de seus produtores", ressalta o gerente da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae Paraíba, Fernando Ronaldo Araújo.

A realização do Seminário pelo Sebrae impulsiona empreendedores e produtores a buscarem a certificação ancorada em características regionais, qualidade diferenciada com base nos recursos naturais como solo, vegetação e clima, além do know-how (saber fazer). Tal reconhecimento torna-se essencial à conquista e visibilidade do mercado. "Como o Sebrae apoia os pequenos negócios, atuamos fortemente para que mais regiões conquistem essa certificação. O Seminário é uma excelente oportunidade para se informar e participar das palestras e debates com diversos especialistas e empreendedores", acrescenta Fernando Ronaldo.

O algodão orgânico já nasce colorido (Foto: reprodução)

Marco Internacional

Dentre os temas que serão discutidos no Seminário estão: O marco internacional para a proteção de indicações geográficas; O papel de cada entidade nas indicações geográficas e marcas coletivas; Proteção da atividade artesanal por propriedade industrial (casos brasileiros e casos internacionais); e O valor da origem para acesso a mercados para o artesanato. Durante o evento também haverá o lançamento do Curso de Ensino à Distância de Indicação Geográfica e Marcas Coletivas do Sebrae e do INPI, e visitas ao Museu Casa do Artista Popular Janete Costa e ao Mercado de Artesanato Paraibano.

Além da participação de representantes das entidades organizadoras, o Seminário contará com palestras de representantes de associações e instituições nacionais e internacionais (Colômbia, México, Peru e Portugal) e diversos empreendedores, como as Artesãs Ribeirinhas de Santarém (PA); a Associação dos Artistas Visuais de Santa Teresa (RJ); o Centro de Referência do Artesanato Brasileiro (RJ); a Associação São João Del Rei (MG); a Associação Goiabeiras de panela de barro (ES), além das paraibanas Maysa Gadelha, Presidente da Coopnatural (Cooperativa de Produção Têxtil de Afins do Algodão Colorido) e Maria Aparecida Silva Sousa, da Conarenda (Conselho das Associações, Cooperativas, Empresas e Entidades vinculadas à Renda Renascença do Cariri Paraibano). 

Serviço:

II Seminário Internacional de Indicação Geográfica e Marcas Coletivas - Artesanato

Quando: 24 e 25 de setembro (quinta e sexta-feira)

Hora: Quinta (8h30 às 18h30) / Sexta (9h às 13h)

Onde: Sapucaia Praia Hotel/Nord Luxor Tambaú

(Av Almirante Tamandaré, 740 - Tambaú, João Pessoa/PB)