À Moda da Casa

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Café com Moda abre as cortinas do passado

A quarta edição do evento produzido pelo site Nas Entrelinhas e pelo blog Na Cama com León viabilizou uma viagem à história da moda brasileira
| Por: Da Redação
Café com Moda abre as cortinas do passado

Com versos, prosa e um cafezinho aconchegante, os modos e modas da nossa brasilidade foram descortinados na quarta edição do Café com Moda. O olhar apurado do professor  Léo Mendonça guiou os participantes do evento a uma viagem histórica que resgatou o Brasil colonial retratado pelo pintor francês Jean-Baptiste Debret. O que se viu foi uma identidade miscigenada - rica em exotismo e exuberância - com pinceladas enérgicas dos costumes da corte portuguesa que desembarcou em 1808.

Do samba de exaltação "Aquarela do Brasil", escrito por Ary Barroso em 1939, foram extraídos os versos casados magistralmente com as imagens de Debret, registradas no início do século XIX. Essa dobradinha fez da apresentação uma aula de história conduzida literalmente pela arte. Quadro a quadro, Léo Mendonça foi revelando o "Brasil brasileiro", inzoneiro (manhoso), que tem a ginga e as cores afro-indígenas somados às atitudes e posturas monárquicas, resultando em referências de uma identidade plural que cativa povos do mundo inteiro.

Leo Mendonça, professor de moda que também é designer, produtor, consultor de estilo e imagem, possibilitou em sua explanação que teceu o percurso da moda e da arte, um olhar atento à história do Brasil: "A chegada da corte portuguesa estabeleceu  um momento de transformações de razão social, política, estética e artística, dinamizando a civilização brasileira.  Tudo isso se vê claramente, também, na nossa moda e nos nossos modos que perduram até os dias atuais", declarou.

Estilo com muita brasilidade

O Café com Moda, evento cultural que conta com o apoio da Livraria Leitura  e do Coffee Shop São Braz, reúne gente estilosa e de identidade própria no vestir. Estudantes, profissionais liberais, produtores de moda, designers, blogueiros, lojistas e empresários do setor cuidaram de colocar toda a brasilidade à mostra. Não faltaram criatividade e personalidade aos looks dos mulatos inzoneiros, das morenas sestrosas e das loiras e ruivas de bamboleio e ginga. Estavam todos afinados com a canção de Ary Barroso, exibindo as referências tão bem descritas na narrativa imagética de Debret. Uma moda democrática, miscigenada e muito plural, igualzinha ao nosso Brasil.

 

Galeria:

Confira imagens do evento e o jeito estiloso de quem participou (Fotos:D.Sayara)